Desde o seu lançamento em 2004, o livro tem proporcionado diálogos, debates em palestras, aulas magnas, conferências em eventos acadêmicos e culturais no Brasil e no exterior. Premiado com o Jabuti'2005 em sua categoria, o livro consagrou-se como referência importante em diversas áreas do conhecimento. Após a publicação de sua 2ª edição, em 2015, sentiu-se a necessidade de ampliar o projeto adotando-se uma abordagem digital para falar diretamente a diferentes públicos, abrangendo todos os aspectos do universo cultural do café, para além das áreas de arquitetura e engenharia, inspirando o engajamento em temas como a gestão do patrimônio e da paisagem cultural brasileira, ordenamento territorial, planejamento urbano, turismo e arquitetura rural, desenvolvimento local e regional sustentável, arte, tradição, memória, o café no cotidiano e muito mais!

André Argollo
André Munhoz de Argollo Ferrão é o diretor do Projeto Arquitetura do Café. Engenheiro civil, arquiteto e urbanista, pós-graduado em Economia de Empresas, Mestre em Engenharia Agrícola, Doutor em Arquitetura e Urbanismo. Realizou pesquisas como professor visitante na Espanha (Barcelona e Gijón). É Professor Titular da Universidade Estadual de Campinas, possui também o título de Professor Livre-Docente da mesma universidade. Pesquisador, autor de diversos livros, capítulos de livros, artigos acadêmicos e textos literários. Escritor premiado e traduzido. Suas pesquisas se concentram nas áreas de arquitetura rural, planejamento urbano, engenharia de empreendimentos para o desenvolvimento local e regional sustentável, gestão do patrimônio (ambiental e cultural), gestão integrada de bacias hidrográficas, planejamento do território e da paisagem.
O que estão falando sobre Arquitetura do Café
“Arquitetura do Café me permite compartilhar as razões pelas quais o café é tão importante para mim. É mais do que apenas uma bebida que me dá energia para enfrentar o dia, é uma forma de ligação com o meu passado, com a minha identidade de caipira do interior de São Paulo. O café é um produto amplamente consumido em todo o mundo. Ele é parte integrante da cultura e da história do interior de São Paulo, e, para mim, um lembrete constante do lugar de onde eu vim. Quando penso em café, minha mente se volta para a cidade de Bauru, minha querida terra natal. A ligação de Bauru com a ferrovia é uma parte inseparável da minha identidade, assim como a minha ligação com o café. No passado, a ferrovia era o principal meio de transporte do café, do interior de São Paulo para o porto de Santos, de onde era exportado para todo o mundo. Eu cresci ouvindo histórias sobre esses tempos, sobre o quão difícil era a vida, mas também sobre o quanto essas dificuldades ajudaram a moldar o caráter e a resiliência das pessoas. O café é muito mais do que apenas uma bebida – é um símbolo, um elo com o passado, é o gosto da cultura e da história do interior de São Paulo. Ele é uma parte vital da minha identidade”.
“O livro Arquitetura do Café é uma obra-prima para quem quer entender as paisagens do café, em múltiplas camadas, dando enfoque ao território, sob as perspectivas da Arquitetura, urbanismo, geografia, economia, artes, entre outros conhecimentos, porque a abordagem lança luz sobre as tecnologias, culturas no tempo e espaço, sobretudo na região do Vale do Paraíba, região de Campinas, região de Jundiaí, Sorocaba e Oeste Paulista. É uma obra pela qual tenho muito apreço, por transitar em diversas áreas do conhecimento. Eu, particularmente, obtive um bom conhecimento sobre os terceiros de café, que eram espaços minuciosamente pensados para além da secagem dos grãos, pois abrigavam diversas manifestações culturais”.
“Arquitectura do café es una acertada metáfora, con la que tras diez años de paciente pesquisa el profesor André Argollo va mucho más allá de narrar la evolución de una arquitectura, de la interpretación de sesmarias, engenhos y fazendas tradicionales, y nos regala una epopeya: la de la transformación de un territorio inicialmente pobre, mediante la introducción de novedosos procesos productivos, utensilios y maquinaria, del impresionante esfuerzo de una comunidad; se trata, en definitiva, de un merecido homenaje al esfuerzo de unas personas que construyeron un hermoso paisaje cultural”.

Em sua segunda edição, amplamente ilustrado com figuras, fotos e desenhos de valor documental, Arquitetura do Café por André Argollo traz um prefácio escrito pelo autor, texto inédito apresentando o Método do Pensamento Orientado a Processos, utilizado na pesquisa que gerou o livro. O conteúdo é atemporal, pois se trata de um minucioso levantamento histórico da implantação das fazendas de café no estado de São Paulo, e na região de Campinas, em particular, abordando a arquitetura das fazendas, o design do maquinário, a evolução do processo produtivo, e aspectos da construção dos espaços de trabalho e moradia. O livro recebeu o prêmio Jabuti 2005 na categoria Arquitetura e Urbanismo.












